Num dia do ano de 1600, um raio de sol reflectido num prato de estanho abriu a Jacob Böhme aquilo que nenhuma universidade lhe ensinara. Durante um quarto de hora, viu o fundo das coisas: como a luz nasce das trevas, como o divino se manifesta na matéria, como o mesmo fogo arde no cosmos e no coração humano.
Doze anos depois, sentou-se a escrever o que tinha visto. Aurora é esse testemunho: o rubor da manhã de uma nova compreensão do mundo, a raiz e a mãe da filosofia, da astrologia e da teologia, como o próprio Böhme lhe chamou.
O livro entra nas perguntas que a humanidade nunca deixou de fazer. De onde vem o mal, se Deus é bom. Como se passa do Uno à multiplicidade das coisas. Que relação existe entre o homem e o universo que o contém. Böhme responde com uma visão em que tudo corresponde a tudo, o microcosmo ao macrocosmo, e em que sete espíritos ou qualidades atravessam a criação inteira, das estrelas à alma.
Para dizer o que via, teve de forjar uma linguagem própria: Salitter, Mercurius, Turba, Fiat. Quem entra no livro aprende essa gramática aos poucos, e com ela uma forma de olhar o mundo que atravessou quatro séculos. Blake reconheceu-a. Newton estudou-a. Hegel chamou a Böhme o primeiro filósofo alemão. Toda a teosofia cristã que se seguiu bebe desta fonte.
Esta edição traduz para português europeu a versão inglesa de John Sparrow, na edição anotada de 1914, e reúne três camadas de leitura: as notas dos editores ingleses, as anotações de Louis-Claude de Saint-Martin e as notas do editor português. Os acrescentos que o próprio Böhme fez em 1620 e 1621 vêm assinalados entre colchetes.
Para quem leu O Kybalion e A Virgem do Mundo e quer ver o princípio da correspondência ganhar corpo numa visão cristã da criação. Para quem encontrou em Consciência Cósmica o nome de Böhme entre os iluminados de Bucke e quer agora ler o testemunho na primeira pessoa. Para quem atravessou A Consolação da Filosofia e ficou com a pergunta sobre a origem do mal por responder. Para quem leu Henrique de Ofterdingen e quer conhecer o místico que Novalis lia.
Autor: Jacob Böhme (também grafado Jakob Boehme ou Jacob Behmen)
Título original: Morgenröte im Aufgang (1612)
Tradução: Pymandra, para português europeu, a partir da versão inglesa de John Sparrow (edição anotada de 1914)
Inclui: prefácio de John Sparrow, notas dos editores de 1914, anotações de Saint-Martin, notas do editor português, acrescentos do autor de 1620 e 1621 assinalados
Formato: EPUB
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Num dia do ano de 1600, um raio de sol reflectido num prato de estanho abriu a Jacob Böhme aquilo que nenhuma universidade lhe ensinara. Durante um quarto de hora, viu o fundo das coisas: como a luz nasce das trevas, como o divino se manifesta na matéria, como o mesmo fogo arde no cosmos e no coração humano.
Doze anos depois, sentou-se a escrever o que tinha visto. Aurora é esse testemunho: o rubor da manhã de uma nova compreensão do mundo, a raiz e a mãe da filosofia, da astrologia e da teologia, como o próprio Böhme lhe chamou.
O livro entra nas perguntas que a humanidade nunca deixou de fazer. De onde vem o mal, se Deus é bom. Como se passa do Uno à multiplicidade das coisas. Que relação existe entre o homem e o universo que o contém. Böhme responde com uma visão em que tudo corresponde a tudo, o microcosmo ao macrocosmo, e em que sete espíritos ou qualidades atravessam a criação inteira, das estrelas à alma.
Para dizer o que via, teve de forjar uma linguagem própria: Salitter, Mercurius, Turba, Fiat. Quem entra no livro aprende essa gramática aos poucos, e com ela uma forma de olhar o mundo que atravessou quatro séculos. Blake reconheceu-a. Newton estudou-a. Hegel chamou a Böhme o primeiro filósofo alemão. Toda a teosofia cristã que se seguiu bebe desta fonte.
Esta edição traduz para português europeu a versão inglesa de John Sparrow, na edição anotada de 1914, e reúne três camadas de leitura: as notas dos editores ingleses, as anotações de Louis-Claude de Saint-Martin e as notas do editor português. Os acrescentos que o próprio Böhme fez em 1620 e 1621 vêm assinalados entre colchetes.
Para quem leu O Kybalion e A Virgem do Mundo e quer ver o princípio da correspondência ganhar corpo numa visão cristã da criação. Para quem encontrou em Consciência Cósmica o nome de Böhme entre os iluminados de Bucke e quer agora ler o testemunho na primeira pessoa. Para quem atravessou A Consolação da Filosofia e ficou com a pergunta sobre a origem do mal por responder. Para quem leu Henrique de Ofterdingen e quer conhecer o místico que Novalis lia.
Autor: Jacob Böhme (também grafado Jakob Boehme ou Jacob Behmen)
Título original: Morgenröte im Aufgang (1612)
Tradução: Pymandra, para português europeu, a partir da versão inglesa de John Sparrow (edição anotada de 1914)
Inclui: prefácio de John Sparrow, notas dos editores de 1914, anotações de Saint-Martin, notas do editor português, acrescentos do autor de 1620 e 1621 assinalados
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