O que Publicamos e Porquê

Acreditamos que a humanidade está em transição. Não sabemos para onde, mas sabemos que certas obras já percorreram esse caminho antes. A Pymandra existe para as manter acessíveis.

O FIO

Há um conjunto de ideias que atravessa a história da civilização ocidental como um fio subterrâneo. Não é a história oficial. Não é a filosofia académica dominante. É outra coisa: uma corrente de pensamento que parte do princípio de que o ser humano tem uma dimensão que a cultura moderna perdeu o hábito de levar a sério.

Esse fio tem muitos nomes. Chama-se Hermetismo quando fala da correspondência entre o cosmos e o homem interior. Chama-se Teosofia quando tenta sistematizar o que as tradições espirituais de todas as culturas têm em comum. Chama-se Novo Pensamento quando descobre que a mente humana tem uma relação activa com a realidade que experiencia. Chama-se Filosofia Perene quando reconhece que todas estas correntes bebem da mesma fonte.

A Pymandra publica obras desse fio.


PORQUÊ

Não publicamos por nostalgia. Não acreditamos que o passado foi melhor, nem que a sabedoria antiga é superior à ciência moderna. Acreditamos que são perguntas diferentes sobre o mesmo ser humano, e que as perguntas antigas continuam sem resposta.

Publicamos porque o leitor português que quer ler As a Man Thinketh de James Allen, ou o Corpus Hermeticum, ou Wallace Wattles, ou Christian Larson, merece fazê-lo em português europeu, numa tradução feita com rigor e atenção literária. Não numa versão brasileira de qualidade duvidosa, não num PDF pirata sem tradução, não numa edição que trata o leitor como consumidor de conteúdo.

Publicamos porque acreditamos que a transformação do mundo começa na transformação de cada pessoa que o compõe. E que certas obras são instrumentos dessa transformação, se o leitor lhes der a atenção que merecem.


COMO ESCOLHEMOS

Não temos uma fórmula. Não aplicamos um critério sistemático. Escolhemos por intuição editorial, que é uma forma de dizer que escolhemos obras que nos parecem necessárias: necessárias para o leitor que já sente que há algo para além do véu das aparências e ainda não encontrou a linguagem certa para o nomear.

Isso significa que o catálogo é deliberadamente pequeno e deliberadamente rigoroso. Preferimos publicar dez obras que fazem sentido juntas a cem obras que preenchem uma prateleira. Cada título existe por uma razão. E essa razão tem sempre a ver com o mesmo: obras que sobreviveram séculos porque têm algo essencial a dizer sobre o que somos.


AS TRADUÇÕES

Todas as traduções Pymandra são feitas de raiz para português europeu. Não adaptamos versões existentes. Não reutilizamos traduções brasileiras. Começamos do original.

Isto é mais lento e mais trabalhoso. É também a única forma de garantir que o leitor recebe a obra, e não uma sombra dela. Uma tradução descuidada de um texto metafísico não é apenas uma tradução má: é uma outra obra, com outro sentido, que pode activamente desorientar quem a lê.

Cada edição é revista com atenção filológica e cuidado literário. O resultado é um texto em português que respeita simultaneamente a língua do autor e a língua do leitor.


PARA ONDE VAMOS

O catálogo actual centra-se nos textos fundadores do pensamento perene: hermetismo, teosofia, Novo Pensamento, filosofia antiga. É o alicerce.

A visão da Pymandra estende-se também à poesia épica e à ficção visionária: os géneros onde a literatura toca o sagrado. De Gilgamesh a Edwin Arnold, de Homero às grandes epopeias do Oriente, há um território poético que pertence à mesma corrente que o resto do nosso catálogo, e que o leitor português merece ter disponível na sua língua.

Publicamos devagar e com cuidado. Preferimos assim.