O que Publicamos e Porquê
Acreditamos que a humanidade está em transição. Não sabemos para onde, mas sabemos que certas obras já percorreram o caminho antes. A Pymandra existe para as manter acessíveis.
Há uma tradição de pensamento que atravessa a civilização ocidental sob nomes diferentes em cada século. Hermetismo no Egipto helenístico. Neoplatonismo na Antiguidade tardia. Teosofia cristã na Alemanha do século XVII. Antroposofia no início do século XX. Os nomes mudam. A pergunta que os atravessa a todos permanece a mesma: qual é a relação entre a mente humana e o cosmos, entre o visível e o que está por trás dele.
A Pymandra publica as fontes desta tradição.
Chama-se hermetismo quando fala da correspondência entre o cosmos e o homem interior. Chama-se teosofia quando tenta sistematizar o que as grandes tradições espirituais têm em comum. Chama-se filosofia perene quando percebe que todas estas correntes bebem da mesma fonte. Autores como Jacob Böhme, Manly P. Hall e Annie Besant escreveram dentro desta linhagem, cada um no seu século e na sua língua, e as suas ideias continuam a circular hoje, quase sempre sem que se saiba de onde vieram.
As nossas traduções são feitas de raiz para português europeu. Começamos sempre do original. Uma tradução descuidada de um texto sobre a correspondência entre os planos da existência, ou sobre a natureza do bem e do mal, carrega o erro até ao leitor sem aviso. Cada edição Pymandra é revista com atenção filológica e cuidado literário.
O catálogo é pequeno por escolha. Cada título existe por uma razão que tem a ver com o que diz. Estende-se do hermetismo à teosofia, da filosofia antiga e medieval à poesia épica: de Boécio a Böhme, de Gilgamesh a Edwin Arnold, as tradições onde essa pergunta central encontrou as suas respostas mais duradouras.