Henrique de Ofterdingen

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A obra que deu origem à flor azul, o símbolo mais reconhecível do Romantismo alemão

Há um símbolo que se tornou mais conhecido do que o romance de onde nasceu. A pequena flor azul aparece pela primeira vez neste livro, num sonho que lança um jovem poeta numa viagem pela Alemanha medieval em busca de algo que ainda não sabe nomear. Tornou-se, desde então, a imagem mais reconhecível de todo o Romantismo alemão: o anseio pelo infinito, a poesia como forma de conhecimento, a distância entre o mundo visível e aquele que a alma pressente atrás dele.

Novalis, pseudónimo de Friedrich von Hardenberg, escreveu esta obra num diálogo directo com Os Anos de Aprendizagem de Wilhelm Meister, de Goethe, que muitos leem como o contraponto que procurava superar em direcção ao maravilhoso. O romance atravessa o realismo inicial e mergulha, capítulo a capítulo, no místico, culminando no conto de fadas de Klingsohr, um dos textos mais densos de toda a literatura romântica alemã.

Novalis morreu em 1801, antes de terminar a obra. Um ano depois, os seus amigos mais próximos, Ludwig Tieck e Friedrich Schlegel, publicaram o manuscrito tal como o deixara, acompanhado de um relato de Tieck sobre o desfecho que o autor lhe confiara em conversa. É esse relato que esta edição recupera na íntegra.

A influência de Novalis estende-se muito para além do seu século. Hermann Hesse, autor de Sidarta e O Lobo da Estepe, reconheceu-o como fonte directa. Jorge Luis Borges citou-o repetidamente. O motivo da flor azul continua vivo na fantasia e na ficção especulativa contemporâneas.

Esta edição parte da tradução inglesa de 1842 (Cambridge: John Owen), cotejada com o original alemão, e inclui a Primeira Parte completa em nove capítulos, o fragmento da Segunda Parte, e o relato do desfecho por Ludwig Tieck.

Para quem é esta obra

Para quem já leu Sidarta ou O Lobo da Estepe e quer encontrar a fonte de onde vieram. Para quem se interessa pelo Romantismo alemão e pela origem de um dos seus símbolos mais duradouros. Para quem procura ficção com densidade filosófica e espiritual, e não se importa de a atravessar devagar.

Esta edição

Autor: Novalis (Friedrich von Hardenberg)
Título original: Heinrich von Ofterdingen (1802, póstumo)
Tradução: Miguel M. Gomes para a Pymandra, a partir da edição inglesa de 1842, cotejada com o original alemão
Inclui: Primeira Parte completa (nove capítulos), fragmento da Segunda Parte, relato do desfecho por Ludwig Tieck
Formato: EPUB
DRM: sem restrições

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A obra que deu origem à flor azul, o símbolo mais reconhecível do Romantismo alemão

Há um símbolo que se tornou mais conhecido do que o romance de onde nasceu. A pequena flor azul aparece pela primeira vez neste livro, num sonho que lança um jovem poeta numa viagem pela Alemanha medieval em busca de algo que ainda não sabe nomear. Tornou-se, desde então, a imagem mais reconhecível de todo o Romantismo alemão: o anseio pelo infinito, a poesia como forma de conhecimento, a distância entre o mundo visível e aquele que a alma pressente atrás dele.

Novalis, pseudónimo de Friedrich von Hardenberg, escreveu esta obra num diálogo directo com Os Anos de Aprendizagem de Wilhelm Meister, de Goethe, que muitos leem como o contraponto que procurava superar em direcção ao maravilhoso. O romance atravessa o realismo inicial e mergulha, capítulo a capítulo, no místico, culminando no conto de fadas de Klingsohr, um dos textos mais densos de toda a literatura romântica alemã.

Novalis morreu em 1801, antes de terminar a obra. Um ano depois, os seus amigos mais próximos, Ludwig Tieck e Friedrich Schlegel, publicaram o manuscrito tal como o deixara, acompanhado de um relato de Tieck sobre o desfecho que o autor lhe confiara em conversa. É esse relato que esta edição recupera na íntegra.

A influência de Novalis estende-se muito para além do seu século. Hermann Hesse, autor de Sidarta e O Lobo da Estepe, reconheceu-o como fonte directa. Jorge Luis Borges citou-o repetidamente. O motivo da flor azul continua vivo na fantasia e na ficção especulativa contemporâneas.

Esta edição parte da tradução inglesa de 1842 (Cambridge: John Owen), cotejada com o original alemão, e inclui a Primeira Parte completa em nove capítulos, o fragmento da Segunda Parte, e o relato do desfecho por Ludwig Tieck.

Para quem é esta obra

Para quem já leu Sidarta ou O Lobo da Estepe e quer encontrar a fonte de onde vieram. Para quem se interessa pelo Romantismo alemão e pela origem de um dos seus símbolos mais duradouros. Para quem procura ficção com densidade filosófica e espiritual, e não se importa de a atravessar devagar.

Esta edição

Autor: Novalis (Friedrich von Hardenberg)
Título original: Heinrich von Ofterdingen (1802, póstumo)
Tradução: Miguel M. Gomes para a Pymandra, a partir da edição inglesa de 1842, cotejada com o original alemão
Inclui: Primeira Parte completa (nove capítulos), fragmento da Segunda Parte, relato do desfecho por Ludwig Tieck
Formato: EPUB
DRM: sem restrições

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