A Consolação da Filosofia

7,90 €

O livro escrito numa cela, à espera da execução, sobre a única pergunta que então importava

Um homem que tudo perdera. Era um dos senadores mais poderosos de Roma, conselheiro do rei, filósofo de renome. Acusado de traição, fica preso em Pavia, sem livros e sem amigos, à espera da sentença. É nessa cela que escreve a obra que a Europa vai ler durante os mil anos seguintes.

Na Consolação da Filosofia, Boécio recebe a visita da própria Filosofia, que o encontra a lamentar a sua sorte. O que se segue é um diálogo em cinco livros, alternando prosa e poesia, sobre a Fortuna, a felicidade, o mal, a providência e o livre-arbítrio: o que pode um ser humano possuir que nenhuma desgraça lhe tire.

É deste livro que vem a Roda da Fortuna, a imagem que a Idade Média pintou em catedrais e manuscritos. É aqui que se encontra a definição de eternidade que passou a Tomás de Aquino. E há um facto que surpreende quem conhece o autor: Boécio escreveu teologia a vida inteira, mas neste livro a Filosofia argumenta apenas com a razão, sem uma única citação das Escrituras.

O rei Alfredo traduziu-o. Chaucer traduziu-o. Isabel I traduziu-o. Dante colocou Boécio no Paraíso. Poucas obras atravessaram tantos séculos com a mesma força.

Esta é uma edição integral em português europeu, com aparato crítico próprio.

Para quem é esta obra

Para quem leu o Enchiridion de Epicteto e quer ver o estoicismo levado até à metafísica. Para quem procura nas Meditações de Marco Aurélio ou nas cartas de Séneca uma resposta à perda e encontrou apenas o princípio dela. Para quem leu Aurora, de Böhme, e ficou com a pergunta sobre a origem do mal por responder. Para quem atravessa uma perda e procura argumento sólido em vez de consolo fácil.

Os dois primeiros livros movem-se no registo do estoicismo. Os três últimos entram numa metafísica exigente, que recompensa quem a acompanha até ao fim.

Perguntas frequentes

Quem foi Boécio?
Anício Mânlio Severino Boécio foi um filósofo e senador romano do século VI, conselheiro do rei Teodorico. Traduziu Aristóteles para latim e foi condenado à morte sob acusação de traição.

O que é A Consolação da Filosofia?
É um diálogo entre Boécio, preso e à espera da execução, e a Filosofia personificada, sobre a fortuna, a felicidade verdadeira, o mal e a liberdade humana.

Porque é famosa a Roda da Fortuna?
Porque entra na literatura através deste livro e tornou-se, durante mil anos, a imagem europeia da instabilidade de tudo o que depende da sorte.

Como pode haver liberdade se Deus tudo sabe de antemão?
É a pergunta do quinto livro, e a resposta de Boécio, assente na sua definição de eternidade, tornou-se uma das mais influentes da filosofia ocidental.

Vale a pena ler Boécio hoje?
Para quem enfrenta uma perda, uma mudança de vida ou a simples suspeita de que há algo por trás das aparências, é dos livros mais directos que a tradição deixou.

Esta edição

Autor: Anício Mânlio Severino Boécio
Título original: De Consolatione Philosophiae
Tradução, edição e aparato: Miguel M. Gomes para a Pymandra
Extensão: cinco livros, 39 poemas, cerca de 34.000 palavras
Inclui: 87 notas do editor, prefácio e proémio do tradutor inglês de 1897
Formatos: ebook

Clique para ler um excerto do livro

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O livro escrito numa cela, à espera da execução, sobre a única pergunta que então importava

Um homem que tudo perdera. Era um dos senadores mais poderosos de Roma, conselheiro do rei, filósofo de renome. Acusado de traição, fica preso em Pavia, sem livros e sem amigos, à espera da sentença. É nessa cela que escreve a obra que a Europa vai ler durante os mil anos seguintes.

Na Consolação da Filosofia, Boécio recebe a visita da própria Filosofia, que o encontra a lamentar a sua sorte. O que se segue é um diálogo em cinco livros, alternando prosa e poesia, sobre a Fortuna, a felicidade, o mal, a providência e o livre-arbítrio: o que pode um ser humano possuir que nenhuma desgraça lhe tire.

É deste livro que vem a Roda da Fortuna, a imagem que a Idade Média pintou em catedrais e manuscritos. É aqui que se encontra a definição de eternidade que passou a Tomás de Aquino. E há um facto que surpreende quem conhece o autor: Boécio escreveu teologia a vida inteira, mas neste livro a Filosofia argumenta apenas com a razão, sem uma única citação das Escrituras.

O rei Alfredo traduziu-o. Chaucer traduziu-o. Isabel I traduziu-o. Dante colocou Boécio no Paraíso. Poucas obras atravessaram tantos séculos com a mesma força.

Esta é uma edição integral em português europeu, com aparato crítico próprio.

Para quem é esta obra

Para quem leu o Enchiridion de Epicteto e quer ver o estoicismo levado até à metafísica. Para quem procura nas Meditações de Marco Aurélio ou nas cartas de Séneca uma resposta à perda e encontrou apenas o princípio dela. Para quem leu Aurora, de Böhme, e ficou com a pergunta sobre a origem do mal por responder. Para quem atravessa uma perda e procura argumento sólido em vez de consolo fácil.

Os dois primeiros livros movem-se no registo do estoicismo. Os três últimos entram numa metafísica exigente, que recompensa quem a acompanha até ao fim.

Perguntas frequentes

Quem foi Boécio?
Anício Mânlio Severino Boécio foi um filósofo e senador romano do século VI, conselheiro do rei Teodorico. Traduziu Aristóteles para latim e foi condenado à morte sob acusação de traição.

O que é A Consolação da Filosofia?
É um diálogo entre Boécio, preso e à espera da execução, e a Filosofia personificada, sobre a fortuna, a felicidade verdadeira, o mal e a liberdade humana.

Porque é famosa a Roda da Fortuna?
Porque entra na literatura através deste livro e tornou-se, durante mil anos, a imagem europeia da instabilidade de tudo o que depende da sorte.

Como pode haver liberdade se Deus tudo sabe de antemão?
É a pergunta do quinto livro, e a resposta de Boécio, assente na sua definição de eternidade, tornou-se uma das mais influentes da filosofia ocidental.

Vale a pena ler Boécio hoje?
Para quem enfrenta uma perda, uma mudança de vida ou a simples suspeita de que há algo por trás das aparências, é dos livros mais directos que a tradição deixou.

Esta edição

Autor: Anício Mânlio Severino Boécio
Título original: De Consolatione Philosophiae
Tradução, edição e aparato: Miguel M. Gomes para a Pymandra
Extensão: cinco livros, 39 poemas, cerca de 34.000 palavras
Inclui: 87 notas do editor, prefácio e proémio do tradutor inglês de 1897
Formatos: ebook

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