Edwin Arnold

1847-1933 — Presidente da Sociedade Teosófica e Reformista Social

Edwin Arnold (1832-1904), poeta e jornalista inglês, autor de A Luz da Ásia

Edwin Arnold nasceu em Gravesend, no Kent, em 1832, filho de um magistrado do Sussex. Estudou em Oxford e foi professor em Birmingham antes de partir para a Índia, onde dirigiu, a partir de 1856, o colégio governamental de Poona. A Índia ficaria no centro de toda a sua obra poética.

Regressou a Inglaterra em 1861 para integrar o Daily Telegraph, jornal a que esteve ligado durante cerca de quarenta anos e de que foi editor-chefe. Nessa posição, patrocinou, juntamente com o New York Herald, a expedição de Henry Stanley ao Congo, e Stanley deu o nome de Arnold a uma montanha. Foi feito cavaleiro em 1888 e condecorado pelos soberanos da Turquia, da Pérsia, do Sião e do Japão.

Os contemporâneos conheceram-no sobretudo como poeta. A tarefa a que se dedicou foi a de interpretar em verso inglês a vida e o pensamento do Oriente, e A Luz da Ásia (1879) foi o seu grande êxito: um poema épico sobre a vida do Buda, contada pela voz de um devoto budista imaginário. O livro conheceu numerosas edições e foi traduzido para várias línguas.

Seguiram-se outras obras da mesma vocação. Em 1883, Pearls of the Faith, sobre o Islão. Em 1885, A Canção Celestial, versão poética do Bhagavad Gita. Gandhi conheceu o Gita através desta versão, em Londres, e considerou-a a melhor das traduções inglesas que leu.

Nos últimos anos viveu algum tempo no Japão, onde casou com Tama Kurokawa. Desse período ficaram Japonica (1892), colecção de ensaios que contribuiu para o fascínio britânico pelo Japão, e a peça Adzuma (1893).

Arnold escreveu para o leitor ocidental, em verso elevado, aquilo que as grandes tradições do Oriente ensinavam. É essa a razão de a Pymandra o publicar.

Obras de Edwin Arnold na Pymandra

A Luz da Ásia (1879): a vida de Sidarta Gautama, o Buda, contada num poema épico em oito capítulos. Uma das obras que deu a conhecer o budismo ao Ocidente, em primeira edição moderna integral em português europeu, com o prefácio original do autor, notas de editor e glossário de nomes e termos indianos.

A Canção Celestial, ou o Bhagavad-Gita (1885): o texto sagrado central do hinduísmo, o diálogo entre Krishna e Arjuna, na versão em verso que Gandhi leu primeiro. Primeira tradução em português europeu, com notas do autor, notas do editor e glossário de 201 verbetes.

A Luz da Ásia
7,90 €

A Luz da Ásia é o poema épico que levou a vida de Sidarta Gautama, o Buda, ao Ocidente pela primeira vez em verso. Publicado em 1879 pelo poeta inglês Edwin Arnold, tornou-se um dos maiores êxitos editoriais da época vitoriana, e um dos primeiros livros a abrir as portas do budismo ao leitor comum, sem exigir estudo académico prévio. Arnold escreveu-o num verso que a crítica da época comparou a Tennyson, e que continua, mais de cem anos depois, a ser lido pela beleza da linguagem tanto quanto pelo tema.

Oito capítulos narram a renúncia, a busca da verdade sobre o sofrimento, e o caminho até à iluminação: as Quatro Nobres Verdades, o Nirvana, o karma, tudo em tom de epopeia, elevado e narrativo, escrito na perspectiva de um devoto budista. É poesia para ser lida em voz alta, como os antigos épicos se faziam.

Esta é a primeira edição moderna integral em português europeu, em verso livre, com o prefácio original do autor, notas de editor e glossário de nomes e termos indianos.

«Sabe, ó Rei!
É esta a Flor da nossa árvore humana
que desabrocha uma única vez em muitas eras.»

Para quem é este livro

Para quem procura uma introdução à vida de Buda e ao budismo mais pela via narrativa do que pelos tratados académicos. Para quem já pratica meditação e quer conhecer as origens da tradição por trás dela. Para quem lê poesia épica e clássicos da literatura, e quer um poema à altura do tema que trata. Para quem quer ler poesia genuinamente bela, e não apenas informativa.

Esta edição
Autor: Edwin Arnold
Título original: The Light of Asia (1879)
Tradução: Pymandra, edição moderna integral em português europeu, em verso livre
Inclui: prefácio original do autor, notas de editor, glossário de nomes e termos indianos
Formato: EPUB
DRM: sem restrições

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A Canção Celestial, ou Bhagavad Gita
7,90 €

O diálogo entre Krishna e Arjuna, na versão em verso que Gandhi leu primeiro

Dois exércitos frente a frente, prontos para a batalha. Entre eles, um guerreiro pousa o arco e recusa-se a combater. Do outro lado da carruagem, o seu condutor começa a falar.

O condutor é Krishna. O guerreiro é Arjuna. O que se segue é o Bhagavad-Gita, o diálogo que a Índia guarda há mais de dois mil anos como a súmula de toda a sua sabedoria. Integrado no Mahabharata, o grande épico indiano, é o texto central do hinduísmo e uma das obras maiores da filosofia perene: como agir no mundo sem se perder nele, o que em nós nasce e morre e o que permanece, qual o lugar do dever quando tudo o resto vacila.

Em 1885, Edwin Arnold, autor de A Luz da Ásia, verteu o Gita em verso inglês e deu-lhe o nome de A Canção Celestial. Poucos anos depois, em Londres, um jovem estudante de Direito recebeu um exemplar das mãos de dois amigos teosofistas. Foi por estas páginas que Gandhi leu pela primeira vez a escritura do seu próprio país. Disse mais tarde que, de todas as traduções inglesas que conhecia, esta era a melhor.

A versão de Arnold devolve ao Gita aquilo que ele é na origem: um canto. Os ensinamentos sobre o karma, o dharma e o desapego chegam ao leitor pela música do verso, e é por isso que esta continua a ser a porta de entrada mais luminosa para um livro sagrado que muitos encontram árido em prosa.

Esta é a primeira tradução em português europeu da versão de Edwin Arnold. Dezoito capítulos, perto de três mil versos, com as notas do autor, notas do editor, glossário de 201 verbetes e os nomes sânscritos fixados segundo a norma indiana.

Para quem é esta obra

Para quem procura o Bhagavad-Gita em português numa edição que se lê com prazer. Para quem chegou à espiritualidade oriental pela meditação ou pela filosofia do yoga e quer o texto fundador. Para quem leu A Luz da Ásia e quer o outro grande canto de Arnold sobre o Oriente. Para quem encontrou no Enchiridion de Epicteto a distinção entre o que depende de nós e o que não depende, e quer ver a mesma pergunta respondida do outro lado do mundo.

Perguntas frequentes

O que é o Bhagavad-Gita?
É um poema sagrado indiano, em dezoito capítulos, que integra o Mahabharata. Narra o diálogo entre o príncipe Arjuna e Krishna antes de uma batalha, e é considerado o texto central da filosofia hindu.

Quem são Krishna e Arjuna?
Arjuna é um príncipe guerreiro que hesita perante o combate. Krishna, seu condutor de carro, é a manifestação do divino que lhe responde.

Porque se chama A Canção Celestial?
É a tradução literal de Bhagavad-Gita, «o canto do Senhor», e o título que Edwin Arnold deu à sua versão em verso.

Qual a relação de Gandhi com esta versão?
Gandhi conheceu o Bhagavad-Gita em Londres, através desta versão de Arnold, e considerava-a a melhor tradução inglesa que tinha lido.

O Bhagavad-Gita é um livro sobre yoga?
Trata da filosofia do yoga no seu sentido original: os caminhos da ação, do conhecimento e da devoção pelos quais o ser humano se une ao divino.

Esta Edição


Autor: Edwin Arnold
Título original: The Song Celestial, or Bhagavad-Gîtâ (1885)
Tradução e edição: Miguel M. Gomes para a Pymandra
Extensão: dezoito capítulos, perto de três mil versos
Inclui: notas do autor, notas do editor, glossário de 201 verbetes, nomes sânscritos segundo a norma indiana
Formatos: capa dura e capa mole

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