Richard Maurice Bucke

1837-1902 — Psiquiatra, Reformador e Autor de “Consciência Cósmica”

Retrato de Richard Maurice Bucke, autor de consciencia cosmica,cosmic consciousness

Richard Maurice Bucke nasceu em Norfolk, Inglaterra, em 1837, e mudou-se com a família para o Alto Canadá ainda bebé. Cresceu perto de London, Ontário, educado quase inteiramente pela biblioteca do pai. Aos dezasseis anos, depois de perder a mãe e a madrasta, deixou a casa e partiu para o Midwest americano, onde trabalhou como jornaleiro antes de rumar à Califórnia em busca de prata. A expedição custou-lhe vários dedos dos pés, perdidos para o gelo, e uma coxeadura que o acompanharia para o resto da vida.

Regressou ao Canadá e estudou medicina na Universidade McGill, formando-se em 1862. Praticou clínica geral em Sarnia, casou, teve oito filhos, e em 1877 tornou-se superintendente do Asilo para Alienados de London, Ontário, cargo que manteria até à morte. Foi um reformador incomum para a época: reduziu o uso de contenções físicas, criou programas de trabalho e actividades recreativas para os internados, e fundou um laboratório de patologia para investigar as doenças mentais com método científico, não apenas com reclusão.

Em 1872, numa noite em que regressava de casa de amigos depois de uma leitura de poesia romântica e de Walt Whitman, teve uma experiência súbita de iluminação que mudaria o rumo do seu trabalho. Durante alguns minutos, sentiu-se envolvido numa chama, e percebeu, com uma certeza que nenhuma leitura lhe dera antes, que o universo é vivo e que a morte é uma ilusão. Passaria as três décadas seguintes a tentar compreender cientificamente o que lhe tinha acontecido.

A ligação a Walt Whitman, que já lia e memorizava desde 1867, tornou-se central nessa investigação. Os dois conheceram-se em Camden, tornaram-se amigos próximos, e Bucke viria a ser o primeiro biógrafo de Whitman, um dos seus conselheiros médicos, e um dos seus executores literários. Para Bucke, Whitman era a prova viva de que a consciência cósmica não era um episódio isolado, mas o exemplo mais completo e sustentado desse estado que ele conseguia observar em alguém vivo.

Em 1901, um ano antes de morrer, Bucke publicou Consciência Cósmica: Um Estudo da Evolução da Mente Humana, culminando trinta anos de investigação. Identificou três estados progressivos de consciência — a consciência simples, partilhada com os animais, a autoconsciência, que define o ser humano, e a consciência cósmica, o estado que via em Buda, em Jesus, em Dante, em Blake, em Whitman — e documentou quase cinquenta casos históricos, observando que a sua frequência parecia acelerar ao longo dos séculos. A obra influenciou directamente William James, que lhe tomou o termo em As Variedades da Experiência Religiosa, Erich Fromm, que reconheceu nela o satori do zen, e Rudolf Steiner.

Morreu em Fevereiro de 1902, membro fundador da Royal Society of Canada, tendo deixado um dos textos mais influentes sobre evolução da consciência e experiência mística de todo o pensamento ocidental.

Obras de Richard Bucke na Pymandra

Consciência Cósmica
9,50 €

O clássico de 1901 sobre a experiência mística e o próximo passo da evolução humana

Há um estado que homens e mulheres de todas as épocas descreveram quase pelas mesmas palavras. Chega sem aviso, como uma chama. Por um instante, o universo deixa de ser matéria morta e mostra-se vivo, inteiro, e no fundo de tudo está o amor. Quem o atravessa perde o medo da morte e nunca mais o esquece.

Em 1901, o médico e psiquiatra Richard Maurice Bucke reuniu estes relatos ao longo de vinte e cinco séculos e mostrou que coincidem de um modo que não pode ser acaso. De Buda a São Paulo, de Maomé a Dante, de William Blake a Walt Whitman, o mesmo clarão, a mesma paz, a mesma certeza serena de que a morte é uma ilusão e a vida é uma só. Bucke chamou-lhe consciência cósmica, e viu nela o próximo passo da evolução da consciência humana.

Consciência Cósmica é um dos livros fundadores sobre a experiência mística no Ocidente, e continua a falar a quem hoje a busca. William James tomou-lhe o próprio termo e deu-lhe lugar central em As Variedades da Experiência Religiosa. Erich Fromm reconheceu nele o satori do zen. A obra influenciou directamente Rudolf Steiner e toda a tradição de pensamento que coloca a evolução da consciência no centro da compreensão do ser humano.

Há em cada ser humano uma centelha que ainda não se acendeu. Este livro foi escrito para os que já a sentem arder.

Esta é a primeira edição portuguesa integral da obra, traduzida de raiz, com todas as citações desde das Escrituras a Whitman vertidas para português europeu.


Para quem é esta obra

Para quem se interessa por misticismo, filosofia perene e sabedoria antiga. Para quem já teve, ou procura compreender, uma experiência que a linguagem comum não consegue nomear. Para quem leva a sério o autoconhecimento e quer uma obra fundadora, não uma cópia diluída.

Esta edição

Autor: Richard Maurice Bucke
Título original: Cosmic Consciousness: A Study in the Evolution of the Human Mind (1901)
Tradução: Pymandra, feita de raiz para português europeu, incluindo todas as citações originais
Extensão: 430 páginas
Formato: EPUB
Entrega: imediata, por email, após confirmação de pagamento
DRM: sem restrições

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Todas as traduções são feitas de raiz para português europeu pela Pymandra, com rigor filológico e atenção literária.