Annie Besant
1847-1933 — Presidente da Sociedade Teosófica e Reformista Social
Annie Wood nasceu em Londres em 1847, filha de uma família de origem irlandesa, perdendo o pai ainda na infância. Casou aos vinte anos com Frank Besant, um clérigo anglicano, e dele teve dois filhos. O casamento terminou em separação em 1873, depois de anos de dúvidas religiosas que a levariam progressivamente para longe da fé em que fora criada.
Nas duas décadas seguintes, Besant tornou-se uma das figuras mais activas do movimento secularista e reformista britânico. Trabalhou de perto com Charles Bradlaugh na National Secular Society, e em 1877 os dois foram julgados por obscenidade, por terem republicado um panfleto sobre contracepção. Besant tornou-se, a partir daí, uma das primeiras defensoras públicas do planeamento familiar em Inglaterra. No final da década de 1880, sob a influência de George Bernard Shaw, aproximou-se do socialismo fabiano e do movimento sindical, envolvendo-se activamente na defesa dos direitos dos trabalhadores.
Tudo mudou em 1889. Convidada a escrever uma recensão sobre A Doutrina Secreta, de Helena Blavatsky, Besant pediu para conhecer a autora. Descreveu esse encontro como o momento em que a vida inteira mudou de direcção. Aderiu à Sociedade Teosófica nesse mesmo ano, tornou-se colaboradora próxima e discípula de Blavatsky, e nunca mais se afastou do tema que dominaria o resto da sua vida.
Foi nesse contexto, em 1897, que escreveu A Sabedoria Antiga: uma introdução sistemática e acessível à Teosofia, pensada para quem achava A Doutrina Secreta densa demais para uma primeira leitura.
Em 1907, com a morte de Henry Olcott, Besant foi eleita presidente da Sociedade Teosófica, cargo que manteve até à sua própria morte, em 1933. Sob a sua liderança, o centro da actividade teosófica deslocou-se para Adyar, na Índia, onde expandiu significativamente a sede internacional da organização.
Um dos episódios mais discutidos da sua vida começou em 1909, quando conheceu o jovem indiano Jiddu Krishnamurti e passou a acreditar que este seria o veículo para o Instrutor do Mundo que a Teosofia aguardava. Tornou-se sua tutora, apresentou-o publicamente como essa figura em 1927, e viu-o, dois anos depois, renunciar por completo a esse papel e dissolver a organização criada para o preparar. Apesar do golpe, os dois mantiveram uma amizade até à morte de Besant.
Paralelamente ao trabalho teosófico, Besant tornou-se uma figura central do movimento pela independência da Índia. Em 1917, foi eleita presidente do Congresso Nacional Indiano, a primeira mulher a ocupar esse cargo, e continuou campanhas ativistas pelo autogoverno indiano até ao fim da vida.
Morreu em Adyar, em 1933, aos oitenta e cinco anos.
Obras de Annie Besant na Pymandra
A mais lida introdução à Teosofia, escrita pela sucessora de Blavatsky
Em 1897, a Sociedade Teosófica tinha um problema de sucesso. A sua obra fundadora, A Doutrina Secreta de Helena Blavatsky, era imensa e praticamente impenetrável para quem do tema nada sabia. Annie Besant, então já a figura mais influente da Teosofia depois da própria Blavatsky, escreveu este livro para resolver o problema: uma porta de entrada clara e completa para os planos da existência, a lei do Karma e a evolução espiritual do ser humano.
Ao longo dos capítulos, Besant conduz o leitor através dos planos Físico, Astral, Mental, Búdico e Nirvânico, explicando a estrutura oculta que, segundo a Teosofia, sustenta tudo o que existe. Fala da Mónada, do corpo causal, do Devachan: os territórios da consciência que a linguagem comum não nomeia, mas que a sabedoria antiga sempre reconheceu: a morte, a reencarnação, o destino da alma entre uma vida e outra. Nada disto é tratado como especulação. É tratado como um sistema, com uma lógica interna que Besant expõe com uma clareza rara neste género de obra.
Annie Besant (1847-1933) foi muito mais do que teósofa. Foi reformista social, feminista, líder sindical, e viria a tornar-se a primeira mulher a presidir ao Congresso Nacional Indiano. Trouxe a este livro uma mente altamente treinada em tornar o complexo acessível. Isto faz d'A Sabedoria Antiga uma das mais claras introduções à Teosofia.
Esta é a primeira tradução integral em português europeu, feita de raiz pela Pymandra, com o rigor terminológico que uma obra desta densidade filosófica exige.
Para quem é esta obra
Para quem já leu sobre hermetismo, filosofia perene ou desenvolvimento espiritual e quer agora compreender o sistema que os liga a todos. Para quem procura entrar na Teosofia por um caminho mais claro do que a Doutrina Secreta permite. Para quem pretende explorar o autoconhecimento e a evolução espiritual.
Esta edição
Autor: Annie Besant
Título original:The Ancient Wisdom (1897)
Tradução: Pymandra, feita de raiz para português europeu
Formato: EPUB e PDF
Entrega: imediata, por email, após confirmação de pagamento
DRM: sem restrições
Ler Excerto
A Sabedoria Antiga (1897) — a introdução mais acessível de Besant à filosofia teosófica: os planos da existência, a lei do karma e a evolução espiritual do ser humano, explicados com clareza sistemática.